“PLOC – um audiotour para gente pequena” estreia em São José, neste final de semana, com apresentações gratuitas

Nova criação da Cia do Trailler – Teatro em Movimento propõe uma experiência cênica imersiva para crianças, em três diferentes espaços públicos da cidade

E se uma caminhada pudesse revelar mundos que normalmente passam despercebidos? Essa pergunta é o ponto de partida para o espetáculo “PLOC – Um audiotour para gente pequena”, nova criação da Cia do Trailler – Teatro em Movimento, que estreia neste final de semana em São José dos Campos, para celebrar o Dia das Crianças, com apresentações gratuitas em três diferentes espaços públicos da cidade.

Crianças, a partir de 6 anos, são convidadas a experimentar uma maneira diferente de estar em contato com o teatro: em vez de permanecer diante de um palco acompanhando uma história, elas fazem uma experiência imersiva, onde percorrem um trajeto, escutam, observam o entorno, descobrem detalhes, criam imagens mentais e percebem o extraordinário escondido nas coisas aparentemente comuns.

No sábado (10), serão duas apresentações na Praça 1º de Maio, no bairro Novo Horizonte, às 14h e às 15h30.

No domingo (11), a experiência chega ao Parque Alberto Simões, próximo à pista de skate, no bairro Altos de Santana, região norte da cidade, com sessões às 10h, 11h30 e 14h.

Encerrando a programação, na segunda-feira (12), Dia das Crianças, serão quatro apresentações no Parque da Cidade, ao lado do Museu do Folclore, às 10h, 11h30, 14h e 15h30.

Todas as apresentações são gratuitas. Mas, para garantir uma boa experiência, há limitação de 15 crianças por sessão. Os ingressos serão distribuídos no local, uma hora antes de cada apresentação.

O projeto é financiado pelo Fundo Municipal de Cultura da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, por meio do Edital nº 003/P/2024.

Aguçar os sentidos

A proposta é propor uma experiência para despertar os sentidos e descobrir o que normalmente passa despercebido. Com imaginação, sons, narrativas, paisagens e elementos cênicos, que conduzirão os pequenos participantes por um percurso em que realidade e fantasia se encontram.

Mais do que apresentar respostas, PLOC estimula perguntas e convida cada criança a construir sua própria maneira de perceber e interpretar o mundo ao redor.

A criação parte da linguagem do audiotour, tradicionalmente utilizada em museus e espaços expositivos, e explora suas possibilidades dentro das artes cênicas e, especialmente, na relação com o público infantil.

Em “PLOC”, a escuta não é apenas uma ferramenta para receber informações. Ela se transforma em um instrumento de descoberta. Ao longo da experiência, as crianças são estimuladas a prestar atenção aos sons, aos detalhes do ambiente e às possibilidades de imaginar aquilo que não está necessariamente diante dos olhos.

A experiência propõe, assim, um deslocamento do olhar: aquilo que parece comum pode ganhar novos significados quando observado com curiosidade.

Jardim Sonoro

Um dos momentos de destaque da experiência é o encontro com um “jardim sonoro”, formado por várias esculturas musicais construídas especialmente para o projeto.

Tubos e canos de PVC, garrafas PET, bombas de encher pneu e outros materiais do cotidiano ganham novas funções e se transformam em instrumentos musicais não convencionais.

Esculturas que foram concebidas para provocar a curiosidade e estimular a experimentação.

“As esculturas são um convite à imaginação das crianças. Um espaço de encantamento, experimentação e descoberta. Uma experiência diferente e imersiva”, afirma André Ravasco, que participou da concepção e construção das esculturas sonoras.

Ravasco destaca ainda uma curiosidade sobre a construção das esculturas. “Todas foram afinadas a partir da escala pentatônica. O que significa dizer que toda e qualquer nota faz parte de um campo harmônico, de tal modo que qualquer combinação de suas notas soa bem aos ouvidos”, explica.

Segundo ele, isso permite que as crianças experimentem livremente os instrumentos, sem a preocupação de tocar “certo” ou “errado”. “Nossa ideia é provocar a imaginação das crianças que, quando veem um tubofone, uma escultura de garrafa PET ou de bombas de encher pneu, se sintam desafiadas a dar uma utilização para esse objeto. Sair da zona de conforto do conhecido para encontrar uma forma de arrancar um som de um objeto completamente diferente”, completa.

Teatro para além do palco

Com direção de Caren Ruaro, “PLOC – Um audiotour para gente pequena” integra a pesquisa desenvolvida pela Cia do Trailler – Teatro em Movimento, companhia fundada em 2002 e cuja trajetória é marcada pela investigação de diferentes linguagens e formatos de criação teatral.

Nos últimos anos, o grupo tem aprofundado pesquisas relacionadas ao teatro documental, às dramaturgias construídas a partir de diferentes materiais e às experiências que aproximam arte, memória e participação do público.

Para a companhia, “PLOC” amplia essa investigação ao propor uma experiência especialmente voltada à infância, na qual o público não ocupa apenas o lugar de espectador, mas participa ativamente da construção da experiência.

A proposta é, sobretudo, um convite para desacelerar, aguçar os sentidos e redescobrir a potência da curiosidade.

Porque, às vezes, basta prestar um pouco mais de atenção para que o mundo se transforme em um lugar inteiramente novo.

SERVIÇO

PLOC – Um audiotour para gente pequena

Classificação: livre – recomendado para crianças a partir de 6 anos
Entrada: gratuita
Vagas: 15 crianças por sessão
Distribuição de ingressos: no próprio local, uma hora antes de cada sessão

10 de outubro (sábado)
📍 Praça Primeiro de Maio – Novo Horizonte
Sessões: 14h e 15h30

11 de outubro (domingo)
📍 Parque Alberto Simões – próximo à pista de skate
Sessões: 10h, 11h30 e 14h

12 de outubro (segunda-feira – Dia das Crianças)
📍 Parque da Cidade – ao lado do Museu do Folclore
Sessões: 10h, 11h30, 14h e 15h30

FICHA TÉCNICA

Direção: Caren Ruaro
Direção Musical e Composição Sonora: Marco Antônio Machado
Dramaturgia: André Ravasco e Caren Ruaro, em processo colaborativo com Andrei Gonçalves, BR Gabs, Rafael Braga e Renato de Souza Junior
Atuação e Criação: André Ravasco, Andrei Gonçalves, BR Gabs, Caren Ruaro, Rafael Braga e Renato de Souza Junior
Concepção Sonora das Esculturas Musicais: Rafael Braga
Design e Construção das Esculturas Sonoras: André Ravasco, Rafael Braga e Renato de Souza Junior
Vozes em off: BR Gabs e Caren Ruaro
Operação Técnica e Cenotécnica: Renato de Souza Junior
Orientação Artística e Pedagógica: Suzana Viganó
Visualidade: Pitiu Bomfin
Design Gráfico: Victor Saturnino Correia
Produção: André Ravasco
Assessoria de Acessibilidade: Simone Vecchio
Assessoria de Imprensa: Eliane Mendonça
Realização: Cia do Trailler – Teatro em Movimento

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