Sexualidade e métodos anticoncepcionais ainda são considerados tabus entre a população com câncer de mama.

A Organização Mundial da Saúde contraindica o uso de métodos hormonais para
pacientes com história pessoal de câncer de mama e é por isso que a Dra. Mariana
Viza segue falando sobre contracepção nas mais diversas condições.


Graças aos avanços da ciência e aos bons métodos atuais da medicina, as pessoas em recuperação e
pós tratamento contra o câncer de mama podem ter uma melhor qualidade de vida. Dentro deste
cenário, preservar também a saúde sexual e escolher um método contraceptivo é também uma
forma de pensar em qualidade de vida sexual e mental para essa população. Contudo, como o
câncer de mama é um tumor sensível aos hormônios optamos por métodos não hormonais.
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), é contraindicado todos os métodos
hormonais para pacientes com câncer de mama, inclusive o DIU (Dispositivo Intrauterino) com
levonorgestrel. Nada de hormônios. As injeções também estão proibidas, assim como os adesivos e
implantes. Uma excelente alternativa, nestes casos, é o DIU de cobre, que é um método eficaz e
reversível, ou seja, se a mulher desejar engravidar, basta retirá-lo.
Para a ginecologista Dra. Mariana Viza “é importantíssimo pensar em saúde sexual nas pacientes
com câncer de mama”. Entre as pacientes tratadas para este tipo de câncer, estima-se que cerca de
50 a 60% irão desenvolver esta síndrome cujos sintomas incluem, além do ressecamento vaginal,
ardor ao urinar, dor no baixo ventre, infecção urinária de repetição, perda de urina, dor nas relações
sexuais ou para realizar exames, sangramentos e coceira.
Além do uso regular de hidratantes vaginais prescritos por médicos e que são a base de ácido
hialurônico, associados a tecnologias como lasers, podem resultar em melhora dos sintomas de
ressecamento, baixa lubrificação e também de pequenas perdas involuntárias de urina.
O diagnóstico precoce continua sendo a melhor forma de salvar vidas. E de acordo com previsões do
Inca (Instituto Nacional do Câncer), entre 2020 e 2022, o país chegará a mais de 66 mil casos de
câncer de mama, o que equivale a 29,7% dos diagnósticos. Todas essas pessoas precisam além de
tratamento, apoio e cuidados inclusive com autoestima e saúde sexual.

 

 


Mais sobre a médica:
Nascida e criada em Ariquemes-RO, formada em medicina na UFPR em Curitiba, residência
médica em ginecologia pela UNICAMP em Campinas.
Fundadora da Casa IRENE – Atendimento de maneira simples e humanizado. A médica é
uma grande defensora de mutirões para implantes de DIU, de informações acessíveis para
todas as mulheres e para a quebra de barreiras e tabus.
Instagram: @mariana_viza | Podcast: Minha Regra POD | YouTube: Mariana Viza

 

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